A pouca idade de Endrick não faz jus ao tamanho da intensidade de sua carreira. Entre sair do Palmeiras como ídolo, até chegar ao Real Madrid e ser emprestado para ganhar espaço, o prodígio teve lidar com pressão, adaptação e, principalmente, com as críticas.
Focado em participar da Copa do Mundo e prestes a ser pai, o atacante do Lyon disse não desejar que o filho seja jogador.
"Espero que ele ou ela se torne um grande ser humano. E que me veja fora de campo como uma pessoa normal, não como Endrick, o jogador. O futebol não é um lugar agradável. É um ambiente muito difícil. Espero que ele se torne um advogado, um médico ou qualquer outra coisa, e que possa ser feliz em seu próprio mundo. A tensão pré-Copa do Mundo se misturou à alegria de ampliar a família, no último mês. Endrick e Gabriely Miranda anunciaram a gravidez no dia 10 de abril e compartilharam que seria um menino na última sexta. O jogador contou que o desejo por "uma vida tranquila" do filho fora dos gramados é baseado na sua própria experiência.
— Quando comecei (a jogar), eu lidava muito mal com as redes sociais e as críticas. Saía do campo e ia direto para o Twitter (agora X), para as redes sociais, para ver o que as pessoas estavam dizendo sobre mim. Eu queria inflar meu ego. Mas isso não é bom. Graças a Deus, essa fase acabou.
Quando a partida termina, eu me mantenho calmo e me concentro na minha recuperação. Não me importo mais com essas críticas — disse Endrick ao jornal "The Guardian". Quanto ao Mundial, Endrick prefere se concentrar em um objetivo de cada vez. Ele sabe da pressão por uma boa campanha da seleção brasileira e o desejo pelo hexacampeonato, mas primeiro quer focar em estar na convocação final.
Via G1
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