Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira (28) a Operação Nacional
Proteção Integral IV, que tem como objetivo identificar e prender autores de
crimes de abuso sexual contra crianças e adolescentes.
Trata-se de uma ação que ocorre de forma simultânea em
pelo menos outros 15 países. No Brasil, a corporação cumpre 159 mandados de
busca e apreensão em todas as unidades da Federação e 16 mandados de prisão
preventiva.
“A Operação Nacional Proteção Integral IV compõe um
esforço internacional coordenado, denominado Operação Internacional Aliados
pela Infância VI, voltado ao enfrentamento de crimes transnacionais que violam
a dignidade sexual de crianças e adolescentes”, destacou o comunicado.
Em nota, a PF informou que 503 policiais federais em
todos os estados participam da ação, além de 243 policiais civis dos seguintes
estados: Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato
Grosso do Sul, Pará, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do
Sul, São Paulo e Tocantins.
No âmbito internacional, já foram cumpridos mandados de
busca e apreensão nos seguintes países: Argentina, Colômbia, Costa Rica, El
Salvador, Espanha, França, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru,
Porto Rico, República Dominicana e Uruguai.
“A ação busca integrar forças policiais nacionais e
internacionais no combate a crimes de abuso sexual infantojuvenil, reforçando,
no contexto do Maio Laranja, o compromisso com a prevenção e repressão dessas
práticas”, destacou a PF.
Dados da corporação mostram que, em 2026, por meio dos
chamados Grupos de Capturas, foram cumpridos pelo menos 450 mandados de prisão
de foragidos por crimes sexuais.
“Embora o termo ‘pornografia’ ainda conste no Estatuto da
Criança e do Adolescente, a comunidade internacional adota, preferencialmente,
as expressões ‘abuso sexual de crianças e adolescentes’ ou ‘violência sexual
contra crianças e adolescentes’, por refletirem com maior precisão a gravidade
desses crimes”, ressaltou a nota.
“A Polícia Federal reforça a importância da prevenção e
orienta pais e responsáveis a acompanharem o uso da internet por crianças e por
adolescentes, como forma de reduzir riscos e de proteger possíveis vítimas. O
diálogo aberto sobre segurança no ambiente digital e a orientação para que
crianças e adolescentes comuniquem situações suspeitas também são medidas
importantes de proteção”, concluiu a corporação.
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